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Novidades: Google trava as ferramentas de ranking, Hiver lança atendimento com agente que resolve e imagem ruim não tira produto do Google

Banner do artigo de novidades de SEO, CRM e e-commerce de 13 de outubro de 2026

O Radar do dia cuida das plataformas de anúncios. Aqui a gente olha para o resto do tabuleiro: a guerra silenciosa do Google contra os robôs que medem ranking, o atendimento que deixa de responder e passa a resolver, e um alívio para quem cadastra produto no Google. Três novidades dos últimos dias, cada uma com a fonte para você conferir.

SEO: o Google aperta o cerco aos scrapers e as ferramentas de ranking sentem

As ferramentas de rank tracking estão passando pelo pior momento em anos. Desde setembro, o Google intensificou o combate aos robôs que coletam resultados de busca, com três táticas: bloqueio amplo de IPs (mirando redes de proxy residencial), mais CAPTCHA e, a mais grave, injeção de dados corrompidos em consultas suspeitas. Pesquisa da Nozzle apontou que 8% das SERPs coletadas voltaram "envenenadas", com páginas de aparência normal mas resultados trocados de posição. A lista de afetadas inclui Sistrix, SE Ranking, DataForSEO, Advanced Web Ranking, Morningscore e a própria Nozzle, com Semrush e Ahrefs operando com desempenho irregular.

Por que importa: se o relatório de posição da sua ferramenta mostrou saltos estranhos nas últimas semanas, desconfie do dado antes de desconfiar do site. Enquanto a poeira não baixa, a referência mais confiável é o Search Console (posição média e cliques direto da fonte) e a conferência manual em aba anônima. E vale repensar o quanto da sua operação depende de posição rastreada por terceiros: o Google está deixando claro que pretende dificultar cada vez mais esse tipo de coleta.

Leia a matéria completa em Search Engine Roundtable.

CRM e atendimento: a Hiver lança o Omni, com agente de IA que resolve em vez de só responder

A Hiver anunciou em 12 de outubro o Hiver Omni, plataforma de atendimento omnichannel agêntica que unifica e-mail, chat, Slack, voz e WhatsApp em um só ambiente. A diferença está no papel da IA: em vez de um chatbot que devolve resposta pronta, os agentes do Omni investigam o caso, juntam contexto de vários sistemas, fazem pergunta de esclarecimento, consultam dados de conta e produto, seguem procedimentos definidos, atualizam os sistemas conectados e abrem ticket (inclusive no Jira) com as evidências anexadas. A pessoa entra onde o julgamento importa. A Hiver atende mais de 10 mil times e já processou 484 milhões de solicitações.

Por que importa: a régua do atendimento com IA subiu de "responde rápido" para "resolve de ponta a ponta". Para quem atende cliente no Brasil, especialmente pelo WhatsApp, a pergunta deixou de ser "tenho chatbot?" e virou "meu bot consegue consultar o pedido, atualizar o cadastro e escalar com contexto?". Ferramenta que só conversa, sem executar, está virando a metade de um produto. Ao avaliar plataformas, cobre acesso real aos seus sistemas (pedido, estoque, CRM), não só um roteiro de respostas.

Leia a matéria completa em GlobeNewswire.

E-commerce: imagem de baixa qualidade não tira mais o produto da busca do Google

O Google atualizou em 12 de outubro a documentação do Merchant Center sobre qualidade de imagem. Antes, o texto dizia que um produto com foto ruim (borrada, pixelada, de baixa resolução) poderia ser impedido de aparecer nos anúncios e nas listagens gratuitas até a imagem melhorar. Agora o texto afirma: o produto continua aparecendo normalmente, mesmo com imagem de baixa qualidade. Em paralelo, o Google atualizou há pouco a dimensão mínima recomendada de imagem para 500 por 500 pixels.

Por que importa: para o lojista, acaba o risco de ter ficha de produto derrubada por causa de foto, o que era uma dor comum em catálogo grande e cadastro antigo. Mas a leitura esperta não é relaxar: o produto aparece, só que foto ruim segue derrubando a taxa de clique, ainda mais agora que a vitrine inclui respostas de IA e busca visual. Use a folga como prazo extra para arrumar o catálogo, começando pelos produtos que mais vendem, e já no padrão mínimo de 500 por 500.

Leia a matéria completa em Search Engine Roundtable.

O fio que conecta as três

As três novidades mostram o mesmo movimento por ângulos diferentes: o dado de primeira mão vale cada vez mais. O ranking medido por scraper ficou menos confiável que o Search Console, o atendimento bom é o que acessa seus sistemas de verdade e a ficha de produto vive ou morre pelo cadastro que você mantém. Quanto mais perto da fonte você opera, menos refém de intermediário fica.

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