Radar da semana: a Meta fecha a porta pro TikTok e a IA engole mais da sua busca

Bom dia. O tema é poder: as plataformas fecham seus jardins, entregam agentes que fazem o trabalho operacional e ocupam cada vez mais tela antes do seu link. Veja em 4 minutos o que mudou e o que fazer.
Esta é a curadoria da semana do Radar IW. Cada item abaixo linka para a matéria completa na fonte que publicou.
A Meta baniu anúncios ligados ao TikTok em sete países

A Meta passou a proibir anúncios da ByteDance (dona do TikTok) e de terceiros que levem para o TikTok em sete mercados: Estados Unidos, Canadá, Egito, Indonésia, Japão, Tailândia e Vietnã. A medida entrou em vigor em 9 de outubro, três dias depois de o TikTok abrir sua rede global de anúncios para compradores dos EUA, e é resposta ao TikTok ter removido links de Instagram e Facebook dos perfis. A Meta resumiu sem rodeios: não é obrigada a rodar anúncio de um concorrente cujo objetivo é tirar gente dos apps dela. Os dois estavam se cutucando faz tempo, mas agora alguém puxou a tomada do vizinho.
Por que importa: se você ou seus clientes rodam campanhas no Facebook ou Instagram que mandam tráfego para o TikTok (perfil, loja, link na bio), revise agora, porque elas podem ser reprovadas nesses países. E a lição maior: estratégia que depende de levar o público de uma plataforma para a rival fica refém da briga das duas. Construa o ativo que é seu (lista de e-mail, WhatsApp, site) para não ficar no fogo cruzado.
Leia a matéria completa em Engadget.
Meta lança a Muse for Small Business, um agente de IA para a PME inteira

A Meta anunciou (em 29 de setembro) a Muse for Small Business, uma versão do seu agente de IA voltada para pequenos negócios. Ela conecta ferramentas populares de PME (Asana, Zoom, Intuit, Box, Canva e Slack) e, o que mais interessa para quem faz tráfego, liga também as contas de anúncio da Meta e os perfis profissionais de Instagram e Facebook. A ideia é gerenciar marketing e operação por um agente só: analisar campanhas, rascunhar comunicação com cliente e criar anúncios e conteúdo. É grátis com limite de uso, e quem quiser mais paga um plano. O estagiário de marketing virou um que já chega sabendo mexer no Gerenciador.
Por que importa: dá para testar a Muse como um copiloto de rotina (relatório rápido, primeira versão de criativo, ideia de campanha), mas trate a saída como rascunho, não como verdade. Para a agência, o recado é de posicionamento: quando a plataforma entrega um agente que cria anúncio sozinho, o seu valor migra de apertar botão para estratégia, oferta e leitura de resultado.
Leia a matéria completa em TechCrunch.
O ChatGPT Ads já é um negócio de mais de US$ 1 bilhão

A OpenAI segue acelerando a monetização do ChatGPT: além de começar a exibir anúncios visuais ao lado das imagens que o usuário pede para gerar, o ChatGPT Ads atingiu a marca de US$ 1 bilhão de faturamento anualizado em menos de 200 dias, com dezenas de milhares de anunciantes. Para um canal que há pouco mais de meio ano não existia, é uma velocidade de arrepiar. O anúncio dentro da conversa de IA deixou de ser curiosidade e virou mídia de verdade, com fila de anunciante na porta.
Por que importa: canal novo com crescimento assim costuma ter CPM baixo no começo e muito a aprender. Se você tem e-commerce ou gera leads, vale reservar uma verba de teste para o próximo trimestre e levar o seu feed de produtos (o mesmo que roda no Google e na Meta) para esse ambiente antes que o leilão fique concorrido.
Leia a matéria completa em TechCrunch.
SEO: o Search Console agora separa o tráfego de busca visual

O Google adicionou (anunciado em 24 de setembro) um filtro Multimodal nos relatórios de desempenho do Search Console. Em vez de um relatório novo, é um filtro que isola o tráfego vindo de experiências visuais: Google Lens, Circle to Search no Android, upload de imagem na Busca e a opção do Chrome de pesquisar uma imagem. O tráfego aparece agrupado como Multimodal, separado do baseado em texto. A ressalva: não há dados de consulta (query) para esse tipo, porque a busca parte de uma imagem, não de palavras.
Por que importa: a busca por imagem deixou de ser invisível no seu relatório. Vale conferir se o seu site já recebe esse tráfego (só aparece se houver volume) e, se a sua categoria é visual (moda, decoração, peças, alimentação), priorizar imagens de produto de alta qualidade e dados estruturados, que são o que faz a sua página ser encontrada por quem fotografa em vez de digitar.
Leia a matéria completa em Search Engine Journal.
E-commerce: o Algolia leva busca específica por conta ao Shopify B2B

O Algolia lançou (em 13 de outubro) uma integração nativa com o Shopify B2B que leva as regras do atacado para dentro da busca. Cada conta empresarial passa a ver só os produtos do catálogo atribuído a ela, com o preço negociado que vai pagar no checkout e as regras de quantidade (mínimos, máximos, múltiplos de compra e descontos por volume) já na hora da descoberta. Tudo pela mesma integração que já roda a busca da loja para o consumidor, sem sistema separado. O pano de fundo é forte: o GMV de B2B no Shopify cresceu 96% em 2025.
Por que importa: se você atende clientes B2B com tabelas e catálogos diferentes, busca que mostra preço e regra errados trava a venda. Alinhar a busca ao preço negociado e às regras de cada conta reduz atrito e carrinho abandonado no atacado, onde o ticket é alto e o comprador tem pressa.
Leia a matéria completa em Algolia.
Busca: o Google funde o AI Mode no AI Overviews e ocupa mais tela

O Google começou a incorporar o AI Mode dentro do AI Overviews na busca comum, e as respostas de IA passaram a se expandir automaticamente em textos mais longos em algumas consultas. Na prática, a resposta do próprio Google ocupa mais espaço na tela antes de o usuário chegar ao primeiro link azul. É mais um passo na direção da busca que responde em vez de só listar páginas.
Por que importa: se parte do seu tráfego vem de buscas informativas, o clique para o site tende a cair conforme o AI Overviews responde direto. A defesa é mudar o foco do conteúdo: priorizar o que exige ação, ferramenta, dado próprio ou experiência (coisas que a resposta de IA não entrega), e ser a fonte que a própria IA cita, trabalhando dados estruturados, autoridade e profundidade.
Leia a matéria completa em ROI Revolution.
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